sábado, 10 de dezembro de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
#Meus Trapos IV - Spoilers de um passado, Parte II

[O Texto que se segue é a continuação do Spoilers de um passado, Parte I]
Eu não acreditei quando me contaram. Sim, já tinha encontrado algo suspeito, mas não tão suspeito, ou melhor dizendo não completamente insuspeito. Mas sempre que via algo anormal tentava arranjar desculpas por mim mesma. Porquê? Porque escolhi acreditar que eram coisas leves. Um interesse passageiro. Uma ou outra vez para ‘dar pica’. Porque escolhi acreditar nele quando lhe perguntava e ele negava. E ele mentiu-me.
Desde que nos conhecemos, ele só me tinha mentido uma vez. E nesse dia eu virei-lhe as costas e nunca mais lhe dirigi a palavra. Ele conhecia-me. Ele sabia o quanto eu valorizava a honestidade. E agora via que ele tinha voltado a mentir-me.
Mas eu não conseguia mexer-me. Eu não conseguia nem desviar o olhar daquilo. Eu sentia raiva. E eu ainda não sabia se era por ele ter-me mentido ou se era por eu ter escolhido acreditar na mentira. Talvez fosse os dois. Mas a raiva cresceu e quando dei por mim estava a atirar aquilo contra a parede com todas as minhas forças.
Os soluços pararam e o seu olhar encontrou o meu. E desta vez eu reparei nas pupilas totalmente dilatas, mas o medo que eu vi no seu rosto coberto de lágrimas levaram a raiva para longe. E uma tristeza enorme tomou conta de mim. Ele era o meu herói. Ele sempre foi. A levar-me ao colo, às cavalitas, a fazer-me morrer a rir com cócegas ou o seu humor divertidíssimo. Ele era o “Meu Rapaz”. Ele era o Meu porto de abrigo. Ele era o irmão que nunca tive. Ele era o Meu melhor amigo. Mas agora eu não via nada disso. Agora eu via um menino aterrorizado, com medo de ser levado por sei lá eu quem e que olhava para mim com grandes olhos escuros e tingidos de vermelho. E eu não pensei mais.
Peguei na cadeira que ele tinha atirado ao chão e coloquei-a a bloquear o manípulo da porta. E fui sentar-me ao seu lado no canto do quarto. Ele encostou-se a mim e eu abracei-o aconchegando-o no meu peito.
– Pronto, – Disse enquanto lhe afagava o cabelo. – Eles não vão entrar. E mesmo que tentem, ninguém te vai levar.
Ele levantou a cabeça e olhou directamente nos meus olhos, como uma criança olharia se lhe dissesse que o Pai Natal está a chegar. – Prometes?
E isso foi tudo, não importa o quanto eu tivesse me esforçado para que as lágrimas não saíssem, uma lágrima rolou pelo meu rosto. E ele muito gentilmente, assim como tinha feito tantas outras vezes, limpou-a com o seu dedo.
– Prometes? – Ele repetiu.
– Prometo. Ninguém te tira de ao pé de mim. – Eu respondi com um leve sorriso voltando ao meu rosto. Pois naquele pequeno gesto eu vi que Ele, o “Meu Rapaz”, ainda lá estava.
Fim.
sábado, 7 de maio de 2011
#Meus Trapos III - Spoilers de um passado, Parte I
Eu entrei no quarto, e mal me virei após fechar a porta deparei-me com ele parado mesmo a minha a frente. No rosto tinha a expressão mais assustada que algum dia vi.
– São eles! Eles! Eles vêm buscar-me! – Agarrou-me nos ombros e trouxe o seu rosto para próximo do meu. – Temos de fugir! Eles vão levar-me! Eles vão fazer coisas comigo. Eu não quero! Não quero!
Eu não sabia o que o estava a atormentar tanto. Eu não entendia o porquê de tanto medo.
– Hei. Calma. – Peguei-lhe nas mãos, que tremiam descontroladamente, e guiei-o até a cama onde o sentei ao meu lado. – Diz-me o que se passa, mas devagar, se não eu não vou entender.
– São eles! Eles querem levar-me e fazer-me mal. – Fechou os olhos bem apertados e desta vez todo o seu corpo tremeu, – eles vão fazer-me coisas horríveis. Eles são maus! Eles são tão mãos. Eles estão lá fora, vieram buscar-me –
– Não está ninguém lá fora. Eu vim de lá. Não está lá ninguém. – Ele ainda não tinha aberto os olhos e com as minhas mãos no seu rosto obriguei-o a olhar para mim. – Não está lá ninguém. Se quiseres pudemos ir lá ver.
– NÃO! – Ele afastou os meus braços e correu para o canto do quarto mais afastado da porta, deitando uma cadeira ao chão no processo.
Sentou-se no chão e abraçou as pernas, pondo a testa nos joelhos. E assim numa bola ele tremia e abanava-se para a frente e para traz murmurando algo incompreensível entre soluços abafados. Como um menino assustado com medo do bicho papão.
Eu não sabia o que fazer. Um sentimento de impotência enorme me preenchia e a falta de entendimento não melhorava o facto de estar ali como uma inútil. Eu nunca o tinha visto assim, e no momento estava tão assustada que passava-me tudo pela cabeça, desde ataques de Aliens a associações de crime organizado. Mas nunca me passou pela cabeça o que eu tinha ouvido, o que me tinham contado, o que tantas vezes lhe perguntei e ele negara.
Nunca, até que ao observar o quarto o meu olhar se deteu numa taça de vidro ao lado da televisão. E eu gelei. Um grande balde de água gelada pareceu escorrer do interior do meu peito até aos meus pés. O coração caiu-me aos pés e espatifou-se quando qualquer réstia de esperança se espatifou com ele.
Continua...
quarta-feira, 13 de abril de 2011
#Ponto do Rebuçado I - O Sr. Airbag.
Sabem o que é um Airbag? Sabem?
Bom para vocês. Eu não sei. Quer dizer, eu pensava que sabia, mas estava errada.
Mas agora já sei! Aliás, tive uma conversa com um, num destes dias.
E que conversa! Foi mais evasiva do que terapia de choque.
Primeiro porque o Sr. Airbag, nem pediu licença e saiu logo disparado a palrar como se o mundo lhe devesse a vida e não lhe desse o devido crédito.
Segundo, porque o choque, e susto, foi tão grande, que fui incapaz de desenvolver uma conversa produtiva com ele, e o estupido ainda ficou ofendido e decidiu 'amuar': murchou, se recusando a voltar para o local de onde tinha saido!
Mas o pior de tudo mesmo, é que o Sr. Airbag é sensível. Mas metam sensibilidade nisso!!
Eu entendo que até tenha sido uma invenção que visa aumentar a segurança. Mas pergunto-me se algum dia o Sr. Airbag teve uma conversa com o seu criador. Eu duvido. Porque se tivesse tido, com certeza o homenzinho teria ficado demasiado traumatizado para continuar com a vida que levava.
Porque passa-se o seguinte, se tiverem carros com o Sr. Airbag e seus familiares, não batam! Ou se baterem, batam como deve ser. Porque se não morrerem da batida, é provável que morram de susto, ou espanto, quando o Sr. Airbag saltar cá para fora, como se do apocalipse se tratasse, de tal maneira apressado e fora do controlo que até vos atira com a cabeça contra o banco.
Talvez eu esteja a exagerar. Não sei. Se calhar a minha falta de experiência fez o meu "primeiro encontro" com o Sr. Airbag um pouco traumatizante de mais. Ou talvez o Sr. Airbag em questão é mais sensível que os outros, e tem um sono extremamente leve. Mas o que é certo é que não gostei de levar com o Sr. Airbag na cara, só porque bati com a roda no passeio com mais velocidade do que o costume. Não subi o passeio mas acordei o Sr. Airbag!
Porque ninguém nos apresenta o Sr. Airbag quando nos ensinam a conduzir? Tenho a certeza que se o meu instrutor nos tivesse apresentado, a experiência do "primeiro encontro" não teria sido tão traumática (ainda me doí o pescoço!). Causou-me mais dor a mim, o Sr. Airbag, do que o passeio à roda do carro.
E depois é que aparecer sem ser convidado não era suficiente! O coitado do Sr. Airbag nem sabe voltar para casa sozinho!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
#Veronika Decide Morrer – Paulo Coelho
Veronika é uma jovem, que cansada da vida sem sentido que leva, decide matar-se. Porem não é bem sucedida, e acaba numa clínica para doentes mentais, onde é informada pelo médico que tem apenas uma semana de vida. Então começam os seus dilemas. Será que ela tomou a decisão correta?Posso dizer que este livro ocupa o número 1 do top dos meus livros favoritos. Os livros de Paulo Coelho têm sempre algum romance e/ou espiritualidade. Mas o que me fascina mais nos livros dele, é que sempre acabam por nos apresentar um mundo novo. E o mundo que é apresentado neste livro, fascinou-me completamente. A vida de quem vive num hospital psiquiátrico, neste caso, não é, sempre, uma vida de loucura. É uma vida de ignorância. É uma escolha. Como uma pequena sociedade que preferiu viver na ignorância. Serem vistos como loucos, por estarem num hospício, quando na verdade, a loucura está é lá fora. E aquele hospital acaba por transformar-se no paraíso deles, no escape.
A parte romântica deste livro, achei de uma beleza tremenda devido, especialmente, a sua… inocência. Ela pensa que vai morrer. Para ela já é algo como “já não tenho nada a perder”. E para ele. Para ele… não sei… Pareceu-me mais como uma descoberta. Podemos pensar “ele é maluquinho e não sabe o que faz” mas não é bem assim. Ele sente. E é como se tivesse medo de sentir… porque é algo novo. É como se ele visse tudo aquilo pela primeira vez. E apesar de achar que o Paulo Coelho já escreveu livros superiores a nível romântico, não fico indiferente a beleza e certa simplicidade do romance neste livro.
Por último, outra coisa que me fascinou, foi alguns tratamentos aplicados naquele hospital. E não me refiro à mentira do médico, mas sim ao tratamento, que pode-se dizer, de choque, que é aplicado em algumas situações.
“Se algum dia pudesse sair daqui, iria permitir-me ser louca, porque toda a gente é – e piores são aqueles que não sabem que são, porque repetem apenas o que os outros mandam.”
Paulo Coelho in Veronika Decide Morrer.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
#Canto do desabafo. I - Fartei-me
Simplesmente fartei-me.
Se há coisa que detesto é quando estou prestes a voar e assim, do nada cortam-me as asas.
"Refizemos as contas, e simplesmente não há verbas."
Porque raios este povo, primeiro investe e só depois é que faz as contas para verificar se existem verbas ou não? Será que alguém me pode explicar isso?
Querem apostar em algo, mas não o fazem como deve ser. E saem por aí, a apregoar a realização de sonhos que, neste caso, não têm verba para executar.
Para mim, chega! Foi demasiado tempo perdido, demasiada confiança depositada em alguém que não a soube retribuir. Eu até entendo que estejamos em crise, mas que eu saiba a honestidade ainda não paga imposto. Então porque raios as pessoas insistem em não ser honestas?
Estive acordada a noite toda. Porque se há coisa que me tira o sono, é quando me enganam. E agora? E agora nada! Uma das poucas coisas que me deixa fudida, é que me afetem de maneira a eu perder o meu precioso sono. Sim, porque eu dou muito valor ao facto de estar na minha caminha, aconchegadinha e a sonhar com só eu sei o quê.
No entanto, o sono já lá vai e não ha nada que o traga de volta. Fuderam com a minha confiança, e mandaram a merda a honestidade do povo. E com isto tudo eu decidi que estou farta de cheirar a podridão do mundo.
Como tal caguei para as pessoas que me tiraram o sono, ri-me da cara delas até me doer a barriga,. Ri de mim própria da maneira mais debochada que consegui imaginar. Porque não há nada melhor do que rir de mim própria. Da minha burrice e ingenuidade para me abrir os olhos. Portanto, superada a desilusão, olha-se em frente.
E lembrei-me do blog! Parei de ser cabra e decidi que isto não pode continuar. Já esta mais que na hora de fazer algo por mim própria. O blog era algo que ficou de lado por, vejo agora, uma completa estupidez.
Assim sendo, O /SiriAhcor esta de cara lavada e, finalmente, com a estrutura que eu queria que ele tivesse.
Bases montadas, agora é seguir em frente.
Posso não ter um jornal. Mas nunca precisei dele nem de nada do género para ser EU mesma.
Estou viva, e isso é o suficiente para ser eu própria. Ainda sei escrever, e isso é o bastante para ser feliz.
Se há coisa que detesto é quando estou prestes a voar e assim, do nada cortam-me as asas.
"Refizemos as contas, e simplesmente não há verbas."
Porque raios este povo, primeiro investe e só depois é que faz as contas para verificar se existem verbas ou não? Será que alguém me pode explicar isso?
Querem apostar em algo, mas não o fazem como deve ser. E saem por aí, a apregoar a realização de sonhos que, neste caso, não têm verba para executar.
Para mim, chega! Foi demasiado tempo perdido, demasiada confiança depositada em alguém que não a soube retribuir. Eu até entendo que estejamos em crise, mas que eu saiba a honestidade ainda não paga imposto. Então porque raios as pessoas insistem em não ser honestas?
Estive acordada a noite toda. Porque se há coisa que me tira o sono, é quando me enganam. E agora? E agora nada! Uma das poucas coisas que me deixa fudida, é que me afetem de maneira a eu perder o meu precioso sono. Sim, porque eu dou muito valor ao facto de estar na minha caminha, aconchegadinha e a sonhar com só eu sei o quê.
No entanto, o sono já lá vai e não ha nada que o traga de volta. Fuderam com a minha confiança, e mandaram a merda a honestidade do povo. E com isto tudo eu decidi que estou farta de cheirar a podridão do mundo.
Como tal caguei para as pessoas que me tiraram o sono, ri-me da cara delas até me doer a barriga,. Ri de mim própria da maneira mais debochada que consegui imaginar. Porque não há nada melhor do que rir de mim própria. Da minha burrice e ingenuidade para me abrir os olhos. Portanto, superada a desilusão, olha-se em frente.
E lembrei-me do blog! Parei de ser cabra e decidi que isto não pode continuar. Já esta mais que na hora de fazer algo por mim própria. O blog era algo que ficou de lado por, vejo agora, uma completa estupidez.
Assim sendo, O /SiriAhcor esta de cara lavada e, finalmente, com a estrutura que eu queria que ele tivesse.
Bases montadas, agora é seguir em frente.
Posso não ter um jornal. Mas nunca precisei dele nem de nada do género para ser EU mesma.
Estou viva, e isso é o suficiente para ser eu própria. Ainda sei escrever, e isso é o bastante para ser feliz.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
#Meus Trapos II - E se Voar?
Cansada de ser tomada de assalto, levada na onda do desespero, possuída por sentimentos de indignação e inutilidade. Frustrada intimamente e visivelmente destroçada, prostravasse diante daquele quadro que, em tempos, iluminou a sua avó naquele mesmo quarto. Desiludida por não possuir mais nada em que valesse a pena acreditar rendeu-se a um pranto de mágoas desejosas por emergir nas sombras da noite.
E se se permite-se endoidecer ou simplesmente cometer loucuras mais loucas do que as que já cometia? Se se permitisse passar pelas frechas mais estreitas, equilibrar-se sob cordas finas e baloiçar-se na corda bamba desafiando as leis gravíticas e tantas outras leis da física que, no fundo, sempre a incomodaram devido à perfeição com que tão certa e consistentemente ditavam o futuro dos acontecimentos que à partida lhe pareciam tão abstractos? E se se permitisse ter momentos certos de imperfeição para não deixar morrer o bichinho perfeccionista que lhe pedia sempre mais?
E se corresse como louca, pela muralha rochosa e estreita, sem medo de tropeçar e cair, para a sua primeira e única experiencia de voo?
Podia não ter asas, mas isso não significava que não podia voar, nem que fosse só uma vez.
Foto e texto por: Siri Ahcor
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
#Meus Trapos I - Pormenores.
Sim, continuarei a reparar nos pormenores,
ainda que a vida passe demasiado depressa para
que os consiga ver a todos. E assim, se um dia
me perguntarem como era aquele autocarro, terei
algo mais para dizer do que um simples e
desinteressante "era como qualquer outro".
Nunca foi a generalidade que me fascinou,
mas sim, os tais pormenores que marcavam a
diferença. Não só num autocarro, mas em tudo
o que vivi.
Foto: Tirei-a à muuuito tempo, na Avenida que vai dar ao Rossio de Viseu.
Texto: Tambem já o escrevi à muito tempo, mas há coisas que nunca mudam.
Siri Ahcor
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
#Saga Evanescente I, Rubro - Patricia Camargo
E hoje falamos de livros.
Mais especificamente o Livro Rubro, da Saga Evanescente da Patrícia Camargo.
Li sobre ele pela primeira vez sobre a Web novela Rubro, numa comunidade do Orkut. A sinopse despertou-me a curiosidade, e doida por literatura, como sou, não resisti e tive de ler.
Li e fiquei em pulgas pela continuação.
As personagens são do melhor. Os rapazes que são o sonho de qualquer rapariga, que nos fazem sonhar com eles em tanguinhas de peles de animais (tão a ver, mesmo à homem das cavernas?), que nos fazem rir com as suas personalidades únicas. E as raparigas com os seus problemas, uns mais graves e outros mais banais, que qualquer uma de nós poderia ter. Mas mais do que isso, o que realmente me fez ficar agarradinha à história desde à primeira à ultima letra (para alem do Maximiliam Lancastre, obviamente) foi a história. O mistério à volta das personagens, e do próprio mundo onde elas vivem, os segredos que se escondem atrás de cada porta, e o “lixo debaixo do tapete” de cada um, fazem uma pessoa pensar. Desenvolver teorias sobre o que aconteceu no passado, o que virá a acontecer no futuro e sobre o próprio presente. Porque as pessibilades de desfecho da história, de revelação de cada segredo estão todas em aberto e são inúmeras. E, adivinhem só? Nada é o que parece, definitivamente.
Com tudo isto, rendi-me a saga, procurei saber mais e hoje dou por mim a “viver Rubro”, como eu gosto de lhe chamar. Na comunidade oficial da saga, é possível discutir as nossas teorias sobre a história, com outros fãs de rubro, especular sobre isto e aquilo e conviver também umas com as outras (quando o fuso horário o permite, claro). Desde que me juntem ao mundo de Rubro tive o prazer de o ver crescer e de lutar por ele com todas as outras fãs e com a autora também. E só tenho a dizer que é maravilhoso poder fazer parte disto. Da web novela já estamos no livro, que tenho a certeza, não demorará a ser publicado.
Agora do livro, o que posso dizer? Já referi as personagens? Sim (Maximiliam Lancantre em tanguinha de peles de animais, é a melhor visão do mundo.).
A história passa-se num internato para vampiros e dampiros… Sei, agora vocês “tinha de ser a moda dos vampiros”. Não, esta história não é mais uma historia de vampiros e dampiros, até porque, não há só vampiros e dampiros dali, mas isso só se vai descobrindo durante o desenrolar da história. O que a meu ver, não torna a história em ‘algo morto’ (sem nenhum trocadilho devido aos vampiros, até porque os vampiros de rubro também não são bem como os outros, têm as suas diferenças), porque vão sempre aparecendo novas espécies que tornam a história mais rica.
Uma mistura de Crepúsculo porque Rubro também tem uma ‘história de amor’, (ou será que é de ódio e nem nós nem a pobre da Melissa sabemos disso, ainda?), sem o cumulo do altruísmo entediante do Edward Cullen. Um pouco de Vampire Academy, devido aos Dampiros talvez, mas sem aquela confusão de num momento somos bonzinhos, e no outro mordem-nos e passamos a seres maléficos de olhos vermelhos (não que eu não ache esse aspecto interessante, sou fã de Vampire Academy, muito mesmo, mas não gostei quando o Dimitri virou Strigoi e a pobre Rose fez de tudo para o trazer de volta a Dampiro e depois ele vem com aquele que o amor acaba. Três chapadas, era o que ele merecia!). Não, em rubro não há desses Dampiros. Em Rubro, temos Dampiros sexy, fortes, lindos e, o melhor de tudo, não são aquela coisa boazinha sem sal, que protege toda a gente, muito pelo contrário! Temos vampiros hipócritas, ou ex-hipocritas, mas que são os que eu mais gosto.
A história misteriosa e envolvente… de momento a única que me vem à cabeça como termo de comparação é a Conspiração do Dan Brown. Porque ali, também parece haver alguém que decide tudo, que faz as coisas acontecerem… ou melhor, acho que à duas pessoas que decidem tudo naquela história, mas elas não querem a mesma coisa, daí o lado perigoso que nos faz ficar com o coração nas mãos de cada vez que um lado ataca o outro. No entanto, graças a Deus, Rubro não é uma aula de geologia do inicio ao fim (Fui a única que teve um deja vu das aulas de geologia, quando estava a ler A Conspiração?).
Talvez por ter sido escrita por uma escritora bem jovem, a escrita não tem daqueles palavrões que nos fazem ter de ir ao dicionário procurar o significado. A Patrícia consegue, em palavras simples e qualquer pessoa normal usa e entende, descrever lugares, pessoas e situações tão bem, que é fácil visualizar o desenrolar da história na nossa mente. E as expressões típicas da adolescência usadas pelas personagens, fazem com que seja fácil integrarmo-nos no mundo deles.
Por falar em “desenrolar da história”, estão a ver House of Night? Não tenha nada contra, tirando o facto de haverem mil rapazes apaixonados pela mesma rapariga e dessa rapariga chegar ao cumulo de andar com 3 ou 4 ao mesmo tempo (não acho isso um bom exemplo para o publico que lê esse tipo de livros). Então, a história de HON, embora cada livro fale de um curto período de tempo, a história é contada muito vagarosamente, repetindo as mesmas coisas montes de vezes e insistindo nos mesmos assuntos umas mil vezes. Adivinhem só? Isso não acontece em Rubro! Quando revi o Livro fiquei fascinada com o ritmo da história! Ainda nem assimilamos bem uma revelação e estamos a depararmo-nos com outra. Daí eu nunca ter ficado aborrecida quando li o livro. O ritmo não dá hipotese para isso. Juntando isso ao facto da escrita acessível que já referi, penso que já dá para perceber, que os sentimentos são constantes. Eu ri, chorei, gargalhei, fiquei com o coração nas mãos, tive medo, senti aquele friozinho na barriga, as borboletas no estômago… enfim. Simplesmente adorei.
A diversidade que encontramos na história também é um ponto a favor. Há varias espécies sobrenaturais diferente, que enriquecem o enredo. Mas cada personagem em si, também é muito interessante, porque embora a história se passe maioritariamente no Brasil, há outros acontecimentos que ocorreram noutros países, e até as próprias personagens têm diferentes nacionalidades.
Mais uma coisa que me surpreendeu foi o facto da história se passar no Brasil. Maior parte dos escritores mais jovens têm tendência a escrever uma história noutro pais (tipo EUA ou Inglaterra) a Patrícia não. Ela escreveu uma história ‘no pais dela’ onde as personagens falam a mesma língua que ela! Pessoalmente acho que para alem de demonstrar orgulho nas suas origens, a história é muito melhor contada desta forma. Porque uma vez que nós conhecemos os lugares, as descrições tornam-se mais próximas do real possível. E isso faz com que ao passarmos no lugar referido na história, nos lembremos dela e por vezes até dizemos “olha, foi aqui que aconteceu isto ou aquilo.”
Por ultimo, quero mostrar a minha admiração e respeito pelo povo brasileiro. Sou portuguesa, como toda a gente sabe, e fiquei um pouco triste, quando entro no Orkut, que é usado principalmente por brasileiros, e vejo mil e uma comunidades dedicadas a literatura, jovens escritores a divulgarem os seus livros, grupos de tradução livre, que permitem que o facto de algumas pessoas não dominarem tão bem uma língua, não as impossibilite de poder ler uma história como todas as outras. Em Portugal não encontrei disso. Pelo menos ainda. E foi isso que me deixou triste.
Já a união do povo brasileiro causou-me admiração. Eles são unidos, muito unidos e lutam com todas as armas pelo que querem. Em Portugal? Digamos que já ouvi falar muito, mas quando chega a altura de lutar pelas coisas, dão dois ou três passos em frente, depois culpasse o governo por isto e por aquilo e resignamo-nos. Isso entristece. Muito.
E por hoje, é tudo que já escrevi muito!
p.s.: para quem se interessar pela história de Rubro ficam os links:
Blog: sagaevanescente.blogspot.com
Orkut: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=97200069
Créditos: Banner, por Sheron Moreno.
domingo, 10 de outubro de 2010
Recomeçar, detraz para a frente.
A verdade é que sentia falta disto. Não de ter um blog, um fotolog ou algo do género, mas de ter uma pequena janela no mundo. Onde posso 'falar' sobre o que quiser, sem limites, sem regras, sem ser julgada por isso.
Dar a minha opinião, mesmo sem esta me ser pedida. Sim, eu já fasso isso 99% das vezes, mas o que é certo é que aqui posso me alongar o quanto quiser, demorar o tempo que for preciso e ter a certeza que não vou ser interrompida a meio de um raciocinio (por mais absurdo que ele seja) e que quem quizer contestá-lo (se eu mesma não contestar o meu próprio raciocinio , como é costume) poderá faze-lo no fim. Da maneira que quiser e bem lhe apetecer pode dar a sua opinião sobre o que aqui for publicado.
Não vou publicar aqui um livro, pelo menos não um livro tradicional. Não quero fazer disto um diário. Daqui quero apenas poder ligar o computador e escrever sobre qualquer coisa que queira, pois como já disse, aqui não há regras, e se as houver são feitas por mim.
Talvez publique alguns dos meus textos.
Eu sei que deixei o mundo dos blogs devido à publicação desses mesmos textos. Não gosto de ser roubada (penso que ninguem gosta) e usarem algo da minha autoria sem lhe atribuirem os devidos créditos e ainda passarem-se por criadores desse mesmo algo, chateia-me e irrita-me profundamente. Pode ser apenas uma fotografia tirada com o meu telemovel, ou alguma montagem um pouco mais trabalhosa, pode ser um texto ou apenas uma frase. Pode ter levado um ano ou um segundo a ser feito, mas é meu, e assim como eu respeito as criações e propriedades dos outros, gosto que esse respeito seja estendido tambem a mim. Neste blog, não encontrarão nada que não seja da minha autoria sem que esteja devidamente creditado. Por peço pesso que cada vez que usarem algo deste blog (nem que seja apenas o fundo: são as minhas mãos na foto que foi tirada pela minha máquina e cujos contrastes foram manipulados por mim bem como a assinatura da mesma, logo é meu) deixem um comentário a avisar-me e atribuam os devidos créditos. Poupam-me surpresas desagradaveis bem como situações menos adequadas (eu realmente fico irritada), como já aconteceu antes.
Tirando isto, voltam os textos, as crónicas, as frases desligadas de grandes explicações, mas com grande significado (pelo menos para mim), voltam os livros, as criticas (positivas ou negativas) a livros, filmes, músicas, ou assuntos banais do dia-a-dia. Volta a minha liberdade de expersão.
E porquê detraz para a frente? Um pouco confuso não? Mas muitas vezes é nas confusões perfeitamente detalhadas que estão escondidos os desabafos, os gritos silenciosos, as lagrimas não derramadas e as palavras amigas cujas circunstâncias não permitiram que fossem proferidas.
De traz para a frente parece-me uma boa mascara (por vezes temos de usar uma uma, ou nem damos conta que nos escondemos atraz dela), e detraz para a frente tambem me soa bem.
Fiquem bem,
Siri Ahcor (ou detraz pra frente; Iris Rocha).
Dar a minha opinião, mesmo sem esta me ser pedida. Sim, eu já fasso isso 99% das vezes, mas o que é certo é que aqui posso me alongar o quanto quiser, demorar o tempo que for preciso e ter a certeza que não vou ser interrompida a meio de um raciocinio (por mais absurdo que ele seja) e que quem quizer contestá-lo (se eu mesma não contestar o meu próprio raciocinio , como é costume) poderá faze-lo no fim. Da maneira que quiser e bem lhe apetecer pode dar a sua opinião sobre o que aqui for publicado.
Não vou publicar aqui um livro, pelo menos não um livro tradicional. Não quero fazer disto um diário. Daqui quero apenas poder ligar o computador e escrever sobre qualquer coisa que queira, pois como já disse, aqui não há regras, e se as houver são feitas por mim.
Talvez publique alguns dos meus textos.
Eu sei que deixei o mundo dos blogs devido à publicação desses mesmos textos. Não gosto de ser roubada (penso que ninguem gosta) e usarem algo da minha autoria sem lhe atribuirem os devidos créditos e ainda passarem-se por criadores desse mesmo algo, chateia-me e irrita-me profundamente. Pode ser apenas uma fotografia tirada com o meu telemovel, ou alguma montagem um pouco mais trabalhosa, pode ser um texto ou apenas uma frase. Pode ter levado um ano ou um segundo a ser feito, mas é meu, e assim como eu respeito as criações e propriedades dos outros, gosto que esse respeito seja estendido tambem a mim. Neste blog, não encontrarão nada que não seja da minha autoria sem que esteja devidamente creditado. Por peço pesso que cada vez que usarem algo deste blog (nem que seja apenas o fundo: são as minhas mãos na foto que foi tirada pela minha máquina e cujos contrastes foram manipulados por mim bem como a assinatura da mesma, logo é meu) deixem um comentário a avisar-me e atribuam os devidos créditos. Poupam-me surpresas desagradaveis bem como situações menos adequadas (eu realmente fico irritada), como já aconteceu antes.
Tirando isto, voltam os textos, as crónicas, as frases desligadas de grandes explicações, mas com grande significado (pelo menos para mim), voltam os livros, as criticas (positivas ou negativas) a livros, filmes, músicas, ou assuntos banais do dia-a-dia. Volta a minha liberdade de expersão.
E porquê detraz para a frente? Um pouco confuso não? Mas muitas vezes é nas confusões perfeitamente detalhadas que estão escondidos os desabafos, os gritos silenciosos, as lagrimas não derramadas e as palavras amigas cujas circunstâncias não permitiram que fossem proferidas.
De traz para a frente parece-me uma boa mascara (por vezes temos de usar uma uma, ou nem damos conta que nos escondemos atraz dela), e detraz para a frente tambem me soa bem.
Fiquem bem,
Siri Ahcor (ou detraz pra frente; Iris Rocha).
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